Notícias
Mantenha-se informado com notícias da área
avatar
https://www.startse.com/noticia/nova-economia/68449/inteligencia-artificial-prova-ensino-medio
09:53 PM, September 05, 2019
83

Inteligência Artificial passa em prova do último ano do Ensino Médio

Um algoritmo de Inteligência Artificial, chamado de Aristo, foi capaz de responder corretamente mais de 80% de uma prova de ciências feita para avaliar estudantes do último ano do Ensino Médio. Desenvolvido pelo Instituto Allen, em Seattle, nos EUA, o software foi capaz de associar informações de uma base de dados ao raciocínio lógico esperado de um estudante de 18 anos de idade.

O feito foi divulgado nesta quarta-feira (4). Antes de passar na prova do Ensino Médio, o programa acertou mais de 90% em um teste para alunos do nono ano.

De acordo com uma reportagem do New York Times, o Aristo vem sendo desenvolvido desde 2013 – ano em que o Instituto foi criado por Paul Allen, co-fundador da Microsoft. O algoritmo foi baseado no Bert, sistema do Google que consegue vasculhar e compreender os artigos da Wikipedia. O desafio foi unir este mar de informações à capacidade de entender questões complexas e de verificar respostas de múltipla escolha. Por enquanto, o sistema não é capaz de responder questões abertas.

O aprendizado do Aristo utiliza a técnica de redes neurais (deep learning), um complexo sistema matemático que, com a análise de bases de dados extensas, consegue estabelecer padrões e aumentar continuamente a assertividade. Nesse sentido, o algoritmo foi “alimentado” com milhares de questões de ciências antes de estar apto a responder à prova.

A equipe do Instituto Allen acredita que o teste é mais significativo que outros estudos realizados com Inteligência Artificial aplicada a jogos como poker e xadrez. Isto porque uma prova de ciências vai muito além de entender regras de um jogo e requer linhas de raciocínio variadas para responder às diferentes questões.

De acordo com o professor Oren Etzione, supervisor do instituto, o Aristo tem “consequências empresariais significativas”. O algoritmo pode ser desenvolvido para melhorar serviços de busca na internet ou para gerenciar bases de dados de hospitais, por exemplo. “Posso dizer com total confiança que veremos uma nova geração de produtos inteligentes, alguns vindo de grandes empresas, outros de startups”, analisa Etzione.